Sobre nonoai

Nonoai / Rio Grande do Sul

População: 12.074

Área da Unidade Territorial (Kilometro quadrado): 469,311

Densidade Demográfica: (hab/km) 25,73

Gentílico: nonoaiense

A fundação de Nonoai, segundo o relato do venerável ancião João Batista Lajus Filho, teria se dado no ano de 1838. Não relata nem o mês e nem o dia.

As circunstâncias que teriam ocasionado a fundação de Nonoai são várias, dentre elas destacamos:

A necessidade de se descobrir um novo caminho que conduzisse os tropeiros do norte (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco), que vinham ao Rio Grande do Sul a procura e compra de gado muar. Esses tropeiros ou compradores de mulas entravam em nosso estado pelo campo de Vacaria, atravessando o Rio Pelotas em alguns lugares, fazendo com isso uma grande curva, e, por conseguinte, aumentando muito o caminho.

Em Xanxerê (SC) estava localizado o Comendador João Cipriano da Rocha Loires, encarregado da Civilização de várias tribos de índios do sul do país.

Vários comerciantes de mulas de São Paulo e Rio de Janeiro solicitaram ao Sr. Rocha Loires que descobrisse uma outra estrada que viesse a encurtar o trajeto, ou, seguindo mais para o norte, tornasse mais fácil a travessia do Estado do Paraná para o mercado muar nordestino. Imediatamente, o Sr. Rocha Loires tratou de explorar o lugar mais conveniente para a futura estrada e que fosse mais favorável aos comerciantes.

Acompanhado de vários linguarazes, partiram de Xanxerê, passando pelos atuais municípios de Chapecó, chegando a um lugar denominado Porto Goi-en. De lá subiram rumo ao atual município de Erechim e descendo para o município de Passo Fundo.

De Passo Fundo saíram costeando o rio, cujo nome é o mesmo da cidade, pela estrada já existente, a qual conduzia à zona das missões até um lugar denominado de Serrinha. De Serrinha, sempre costeando o rio Passo Fundo pelo campo, chegaram ao Toldo Indígena dos Kaingangues ou coroados, cujo cacique nessa época era um índio chamado de Nonoai. Todos os membros da caravana foram recebidos sem hostilidade pelo bondoso e prestigioso cacique.

O Comandante Rocha Loires expôs ao chefe indígena a pretensão de abrir uma estrada desde Passo Fundo, que, passando por este Toldo, fosse chegar num lugar chamado de Goio-En, no Rio Uruguai. Esta proposta foi acatada pelos índios e então foi firmado um compromisso entre ambos.

Os índios mudar-se-iam, ou melhor, transferir-se-iam mais para o interior, rumo ao oeste, deixando livre a zona para a futura estrada, com a condição de que os brancos que aqui aportassem fossem respeitosos e não os importunasse. Condição aceita.

Os índios se comprometeriam a retirar-se o mais breve possível, deixando ampla liberdade aos brancos para abrirem a sua estrada e começar a fundação da futura vila que teria o nome de Nonoai, em homenagem ao velho e bondoso cacique.

Aberta essa nova estrada, que saindo de Passo Fundo, iria atravessar o rio Uruguai no passo de Goi-En e seguiria depois para Xanxerê, rumo a São Paulo, todos os trafegantes do comércio de mulas começaram a utilizá-la.

Nonoai, que fica distante apenas a 18km do Passo do Goio-En e num lugar muito bonito, com ótima aguada e pastagens maravilhosas, tornou-se o ponto de parada dos tropeiros, que ali permaneciam para recuperar as energias gastas durante as longas jornadas conduzindo as tropas.

Como o movimento nessa estrada era muito grande, criou-se a necessidade de se constituir instalações onde se encontrasse pasto, água, pousada, etc., a fim de favorecer os tropeiros. Logo formou-se uma espécie de povoado que se desenvolveu a largos passos e dentro de pouco tempo Nonoai tornou-se uma das principais povoações do norte do Estado.

Nove anos após, o governo estadual viu-se obrigado a criar em Nonoai uma coletoria a fim de cobrar os impostos de exportação de mulas. Isso deu-se em 1847. Nesse mesmo ano Nonoai começou a receber os primeiros imigrantes vindos da Europa.

Nonoai cresceu tão rapidamente que, em 1865, por ocasião da guerra do Brasil com o Paraguai, essa vila contribuiu na defesa da pátria com um contingente de voluntários, sob o comando do Major João Cipriano da Rocha Loires, comandante do oitavo esquadrão de Passo Fundo.

Nonoai pertenceu a Passo Fundo, a Palmeira das Missões, a Sarandi e, finalmente, no ano de 1959, através da Lei nº 3695 de 30 de janeiro de 1959, foi criado o município de Nonoai. A instalação do novo município deu-se em 31 de maio de 1959, ficando esta data como o dia do aniversário do município.

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